Essas viagens diárias, especialmente nos ônibus da linha 739, a caminho ou de volta da Rural, têm me dado a oportunidade de troca de ideias, experiências e visões do mundo com essa garotada não tão bronzeada, mas que tem 'mostrado seu valor'. Ontem, escrevi sobre a estudante de Pedagogia que me emocionou ao ter a notícia que poderia, sim, continuar estudando, graças a um trabalho que conquistou na própria Universidade.
Não foi a primeira e, espero!, não será a última. Nas últimas semanas, os longos deslocamentos têm sido 'encurtados' pela discussão de temas específicos do curso, em particular, e gerais, sobre os mais diversos assuntos, com maior ênfase na visão crítica do momento, em questões políticas. Falo muito, reconheço, mas procuro ouvir ainda mais.
Em nenhum momento me sento compelido a contestar, replicar. Ao contrário. Absorvo tanto quanto exponho. No mesmo dia de meu encontro com a jovem futura pedagoga, na viagem de ida para a Universidade, escutei, com certo encantamento, os planos políticos de um jovem colega da Turma 31. Ele acredita firmemente que tem uma obrigação com seus semelhantes e pensa em usar toda a sua energia para defender os menos favorecidos.
E me distinguiu - não tenho dúvidas - ao dividir comigo suas inquietações.
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