quarta-feira, 10 de julho de 2013

A turma de peladeiros

     Confesso que estava esperando algo pior. Talvez influenciado pelo preconceito de meu genro mais novo, Guilherme, um 'peladeiro profissional', se é que esses dois opostos podem se unir. Quando comentei com ele que estava pensando em aceitar o convite de meus jovens colegas de turma para um futebol semanal, mas que temia - é evidente! - o peso dos anos e do meu longo afastamento das quadras (12 anos), fui, digamos, 'tranquilizado'.
     - Estudantes de História? Não jogam nada. Pode ir ....", decretou.
Não é bem assim. A garotada leva jeito, como pude constatar hoje, ao assistir a um racha realizado em uma das boas quadras da Universidade. Cautelosamente, limitei-me a observar. Minha volta - se é que ela vai acontecer - precisará ser ser lenta, gradual e no dia em que, finalmente, estiver novamente de carro (já falei sobre o roubo de meu Celta, há 40 dias). Acho que não aguentaria dar meia dúzia de chutes e encarar o 739 para Campo Grande em seguida.
     Voltando aos peladeiros. Se fosse dar nota, diria que, dos dez que se aventuram na quadra, dois ou três receberiam algo em torno de sete, uma ótima nota, segundo critérios rígidos (vou me reservar, mais uma vez, o direito de não dar nomes).
     Os demais, pelo esforço e dedicação, mereceriam uma nota seis, com louvor. A favor da maioria, tenho que ser justo!, o fato de a bola usada no início não estar devidamente cheia.  Com bola murcha, até mesmo Falcão - o gênio das quadras - talvez não conseguisse fazer os milagres que ainda distribui pelo país, aos 36 anos.
   
     PS: Fico devendo mais essa foto. Deixei a máquina em casa, para aliviar o peso da mochila, inflado com dois livros sobre Idade Média, tema da nossa ótima aula de hoje.

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