sábado, 6 de julho de 2013

Outra história do 739

A garotada do 739, a caminho do ponto que fica em frente ao ICHS

     Estar cursando História na Rural tem me proporcionado a oportunidade de vivenciar momentos bem prosaicos, sim, como a saga nos ônibus da linha 739 (Campo Grande-Seropédica) e outros absolutamente especiais. Ontem, tive a chance de conjugar os dois, já no fim da tarde.
     Como a aula (Antiga 1) ultrapassou um pouco nosso horário normal de saída, encontramos o ponto que fica bem em frente ao Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) muito cheio. Hora do rush. Só da minha turma havia algo em torno de uma dúzia de pessoas, aqueles mesmos jovens que passaram a viagem de quinta-feira discutindo sobre os destaques de Bangu e Campo Grande, acrescidos de um grupo que mora nos alojamentos e estava indo para casa no fim de semana.
     Dessa vez, não esperei por eles. Embarquei no primeiro ônibus que passou, apesar de cheio, pensando em chegar em casa o mais rapidamente possível. Não imaginava que teria uma longuíssima viagem pela frente. O engarrafamento habitual do quilômetro 32 transformou-se, ontem, num suplício triplicado. Reinava o caos absoluto. Um caos que provocou um nó no já conturbado trânsito. O mundo parou por ali.
     Eu, que normalmente opto por viajar em pé, para minimizar as consequências de meus problemas com sacolejadas e afins, acabei sentado ao lado de uma jovem que, fiquei sabendo logo em seguida, também era aluna da Rural. Começamos a conversar naturalmente. Falamos da Universidade, do campus, do seu curso (ela faz Pedagogia), desse meu retorno à academia.
     Já em Campo Grande, ao me despedir, fiz questão de parabenizá-la. Involuntariamente, havia escutado sua conversa, por celular, com o namorado. Ela, radiante, contava que acabara de saber que conseguira um emprego na própria Universidade, para secretariar uma professora envolvida na defesa de tese de mestrado: "Eu estou muito feliz", dizia. "Vou poder continuar estudando".
      Uma alegria genuína, de quem conquistou o direito de realizar um sonho. Confesso que a alegria dessa jovem me emocionou.

Um comentário:

  1. que ela continue seguindo em frente, e obrigado por compartilhar conosco essas experiências. Marco, vc é a cara desse curso e a cada dia nos cativa com suas histórias e relatos

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