Na verdade, no lugar de alguém inacessível, arrogante e presunçoso, surgiu um jovem professor que procurou ser agradável o tempo todo. Em alguns momentos, agradável até demais. Mas não vi, nesse fato, algo desabonador. Talvez tenha sido o caminho que ele inteligentemente escolheu para desarmar os espíritos.
Paciente com a nossa ignorância, tentou semear algumas ideias que certamente vai desenvolver em seguida. Explicou, até mesmo, a grande confusão que se formara quando nos surpreendeu com textos em francês, encarados como obrigatórios e imediatos.
No melhor dos mundos, isso talvez não fosse considerado algo excepcional. Por aqui, nessas terras macunaímicas, ainda é. Mais hoje do que no século 19, precisamos reconhecer. Ficou tudo esclarecido: os tais textos da discórdia foram oferecidos como complementares, acessórios.
Já a partir da próxima aula, os atalhos para a compreensão do mundo medieval devem começar a ser trilhados com a tranquilidade de estradas pavimentadas por um bom começo, embora tardio.
PS: Na segunda-feira, já sanados os entraves burocráticos que atrasaram a contratação de um novo professor, começamos a trilhar os caminhos da Filosofia.