quinta-feira, 21 de novembro de 2013

No fim, parece que todos vão se salvar

     No fim, salvamo-nos todos. Pelo menos foi a impressão que ficou do nosso primeiro encontro com o esperado - e eventualmente temido - professor de Medieval II. O tempo pode, até, nos fazer mudar de ideia e concordar com os que traçaram o perfil nada agradável que o precedeu. Hoje, não.
     Na verdade, no lugar de alguém inacessível, arrogante e presunçoso, surgiu um jovem professor que procurou ser agradável o tempo todo. Em alguns momentos, agradável até demais. Mas não vi, nesse fato, algo desabonador. Talvez tenha sido o caminho que ele inteligentemente escolheu para desarmar os espíritos.
     Paciente com a nossa ignorância, tentou semear algumas ideias que certamente vai desenvolver em seguida. Explicou, até mesmo, a grande confusão que se formara quando nos surpreendeu com textos em francês, encarados como obrigatórios e imediatos.
     No melhor dos mundos, isso talvez não fosse considerado algo excepcional. Por aqui, nessas terras macunaímicas, ainda é. Mais hoje do que no século 19, precisamos reconhecer. Ficou tudo esclarecido: os tais textos da discórdia foram oferecidos como complementares, acessórios.
     Já a partir da próxima aula, os atalhos para a compreensão do mundo medieval devem começar a ser trilhados com a tranquilidade de estradas pavimentadas por um bom começo, embora tardio.
     PS: Na segunda-feira, já sanados os entraves burocráticos que atrasaram a contratação de um novo professor, começamos a trilhar os caminhos da Filosofia.

sábado, 16 de novembro de 2013

Além dos gramados

     Seria ótimo, se eu pudesse dizer, hoje, quando estamos a poucos dias de completar um mês de aulas, que vai tudo bem no nosso curso de História, como aconteceu no período anterior. Não estaria sendo honesto. Há problemas inesperados, como a falta de dois professores, o que certamente vai comprometer o rendimento da turma.
     Problemas burocráticos impediram que tivéssemos aula de Filosofia. O professor - recentemente aprovado em concurso - estaria preso a pilhas de documentos ou algo semelhante. A situação que me parece mais grave, no entanto, remete à disciplina de História Medieval II, fundamental na nossa formação.
     Já existe um professor, antigo na Universidade, mas ele ainda não se materializou. Sabemos que ele está em algum lugar, pois nos convocou - sem resultados, é claro!!! - para uma aula no campus de Nova Iguaçu (???) e postou dois textos para trabalhar em aula, em francês (????). Como ignoramos a convocação e não nos deslocamos de Seropédica e ele não apareceu para cobrar nossos conhecimento da língua de Napoleão, ficou tudo com dantes.
     Também estamos sentindo falta de alguma 'química' entre alunos e professores das disciplinas de Teoria e Metodologia da História e Ciências Políticas. Particularmente, confesso que fujo um pouco à maioria, pois  gosto dessas matérias. O erro, nesse caso, é meu, não tenho dúvidas.
     Para compensar, no entanto, reencontramos a professora Renata Sancowsky, agora em Antiga II (deu aulas de Medieval, no período passado). É bem verdade que ela já nos 'ameaçou' com mais de duas dezenas de textos. Mas nem tudo pode ser 'perfeito', embora ela se aproxime bastante dessa categoria.
     E há os jardins, gramados, lagos, prédios e a gente que forma esse mundo da Rural.

quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Aluno extra

Atento à aula

     Foi como se não tivesse havido a interrupção para as férias. A Turma 31 manteve sua afinidade, a ligação entre os alunos. Nosso espaço, no entanto, já não é o mesmo. As aulas têm sido ministradas no PAT, sigla que significa Pavilhão de Aulas Teóricas, um prédio moderno, mas sem a 'alma' do conjunto arquitetônico do Instituto de Ciências Humanas e Sociais (ICHS) e o aconchego da sala 18. E distante - muito distante - do ponto de ônibus localizado na antiga Rio-São Paulo.
     De alguma maneira, no entanto, o PAT incorporou determinadas expressões do espírito da Rural. Uma delas é a presença de cães nas salas de aula. No ICHS, eles chegavam aos bandos, farejando a oportunidade de ganhar um agrado dos estudantes. Alguns, mais desinibidos, entravam nas salas.
     No PAT, pelo menos um manteve o privilégio de dividir a sala de aulas com os estudantes. É verdade que não faz parte da matilha que perambula pelo campus. Ao contrário. Anda quase sempre no colo de sua dona, exceto quando ela está exercendo sua função: dar aula de matemática. Nesses momentos, deita no chão e acompanha as explicações.
     Coisas da Rural.