Embora prejudicadíssimos pela cartolagem ruralina, representada por Marlon, (fomos obrigados a jogar duas partidas quase em seguida), já estamos (nós, da Turma 31) na semifinal do torneio do Curso de História. Vencemos o primeiro jogo por 2 a 1 (gols de Bruno) e empatamos, o segundo (gol de Sérgio).
Nos poucos momentos em que consegui me manter na quadra, ainda sob os efeitos do treino de ontem, uma jogada para 'fazer história' (que modéstia!!!): um drible arrasador em um jovem adversário, que não conseguiu reagir ao toque que rolou a bola mansamente entre suas pernas, para delírio da torcida. Só faltou o gol ... Ou não faltou?
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Eterno peladeiro
Eu já havia decidido que minha brilhante e profícua carreira de jogador de peladas estava encerrada. Quando optei por esse 'exílio dourado' em Pedra de Guaratiba, longe das quadras do condomínio onde passara 23 anos da minha vida, em Jacarepaguá, guardei os pares de tênis de futebol de salão bem no fundo do armário.
Uma aposentadoria digna, capaz de deixar boas lembranças entre os que puderam acompanhar meus gols de calcanhar (uma especialidade), os dribles rápidos, tocando a bola entre as pernas de atônitos jovens que jamais esperariam tamanha ousadia de um veteraníssimo das quadras. Até hoje, passados 13 anos do meu último pontapé em uma bola.
Não resisti - e ainda não sei se vou me arrepender dessa temeridade por muito tempo! - à insistência de um grupo de jovens amigos do curso de História da UFRRJ, a Rural. Inscrito a forceps no torneio de futebol de salão dos futuros historiadores, sucumbi, também, à convocação para um treino preparatório da equipe.
O argumento, tenho que admitir, tinha alguma procedência: precisávamos dar um mínimo de estrutura à equipe. Ponderei, no entanto, que necessitávamos, sim, de muitos 'atletas', especialmente para ocupar a posição que, em tese, me caberia. E jamais tentar enfrentar o escaldante verão carioca. Como se poderia prever, alguns reservas faltaram e o treinamento começou sob o sol das 17 horas.
Tenho que admitir, a bem da verdade, que o resultado não foi tão desastroso quanto previa, apesar de um esborracho na quadra, provocado pela mais absoluta falta de noção de espaço, perdida ao longo dos últimos anos.
"Um gol, um toque de calcanhar que bateu na trave, alguns passes inteligentes (confesso que a modéstia não é um dos meus atributos quando o tema é futebol) e preocupantes sinais emitidos pelos músculos adutores das duas coxas, responsáveis diretos pelo pedido de substituição e pelo sinal amarelo: minha escalação, amanhã, na estreia do torneio de alunos do Curso de História da UFRRJ, está ameaçadíssima".
Melhor assim. Se os sintomas se confirmarem e o bom-senso me tirar das quadras, certamente ficará a dúvida do que poderia ser. Se o time perder, então, restará uma questão ainda mais digna: "E se o Marco jogasse?"
PS: Esse texto também foi publicado no 'O Marco no Blog': www.marcoantoniogribeiro.blogspot.com.
Uma aposentadoria digna, capaz de deixar boas lembranças entre os que puderam acompanhar meus gols de calcanhar (uma especialidade), os dribles rápidos, tocando a bola entre as pernas de atônitos jovens que jamais esperariam tamanha ousadia de um veteraníssimo das quadras. Até hoje, passados 13 anos do meu último pontapé em uma bola.
Não resisti - e ainda não sei se vou me arrepender dessa temeridade por muito tempo! - à insistência de um grupo de jovens amigos do curso de História da UFRRJ, a Rural. Inscrito a forceps no torneio de futebol de salão dos futuros historiadores, sucumbi, também, à convocação para um treino preparatório da equipe.
O argumento, tenho que admitir, tinha alguma procedência: precisávamos dar um mínimo de estrutura à equipe. Ponderei, no entanto, que necessitávamos, sim, de muitos 'atletas', especialmente para ocupar a posição que, em tese, me caberia. E jamais tentar enfrentar o escaldante verão carioca. Como se poderia prever, alguns reservas faltaram e o treinamento começou sob o sol das 17 horas.
Tenho que admitir, a bem da verdade, que o resultado não foi tão desastroso quanto previa, apesar de um esborracho na quadra, provocado pela mais absoluta falta de noção de espaço, perdida ao longo dos últimos anos.
"Um gol, um toque de calcanhar que bateu na trave, alguns passes inteligentes (confesso que a modéstia não é um dos meus atributos quando o tema é futebol) e preocupantes sinais emitidos pelos músculos adutores das duas coxas, responsáveis diretos pelo pedido de substituição e pelo sinal amarelo: minha escalação, amanhã, na estreia do torneio de alunos do Curso de História da UFRRJ, está ameaçadíssima".
Melhor assim. Se os sintomas se confirmarem e o bom-senso me tirar das quadras, certamente ficará a dúvida do que poderia ser. Se o time perder, então, restará uma questão ainda mais digna: "E se o Marco jogasse?"
PS: Esse texto também foi publicado no 'O Marco no Blog': www.marcoantoniogribeiro.blogspot.com.
quarta-feira, 15 de janeiro de 2014
Do medievo à maiêutica
Parte do campus, visto de uma janela de uma das salas do PAT. A paisagem ajuda a enfrentar desafios
A sala 'tremeu'. Nosso professor de Medieval II, após um longo e calorento fim de primavera e início de verão, reapareceu na turma da noite e despejou nos nossos incautos colegas uma série de exigências que deverão ser cumpridas em uma semana, entre elas um alentado trabalho sobre as teses de Jèrome Baschet e Marc Bloch acerca do que ficou caracterizado como a Idade Média prolongada. O reencontro com nossa turma deverá acontecer amanhã, quando são esperadas surpresas semelhantes.
Nas demais disciplinas vai tudo bem, com uma interrogação: o que acontecerá na prova de Ciências Políticas? Para nosso 'alívio', nosso jovem professor decidiu eliminar Nicolau Maquiavel da cobrança. Vamos ficar limitados aos pré-socráticos (desde Tales de Mileto), aos sofistas, tão combatidos por Sócrates e seu discípulo Platão, a Protágoras e a Aristóteles. Na essência, estaremos discutindo a concepção de política que surgiu na Grécia, cinco séculos antes de Cristo, e que parece tão atual.
Em Antiga II, demos partida ao ciclo de seminários que comporão a nota final. Nesse período letivo, nossa professora, Renata Sancovsky, a grande unanimidade do Curso de História da UFRRJ, optou por um desafio diferente: a análise de filmes épicos, como 'Ben Hur' , 'O rei dos reis' e 'Jesus de Nazaré', por exemplo, com uma abordagem crítica histórica.
Os demais desafios também já estão marcados. Uma prova de Teoria da História II, abordando conceitos de Antoine Prost, por exemplo, e um seminário de Filosofia. No nosso (meu e dos demais participantes do meu grupo, Jéssica, Ana Carolina e Nayana) caso, a tarefa é discutir a 'retórica', o que vai nos remeter, em especial, à maiêutica socrática, o parto da verdade no ser humano.
E eu (ainda) estou adorando ...
terça-feira, 14 de janeiro de 2014
Derretendo, a caminho do PAT(íbulo?)
A cada caminhada até o PAT (Pavilhão de Aulas Teóricas) e ao IZ (Instituto de Zootecnia, que nos cede uma sala para a aula de Antiga II), sob um sol escaldante semelhante ao que fazia o Nordeste gemer de dor - como no velho samba-enredo -, mais aumenta a saudade que a turma 31 sente da sala 18 do nosso Instituto de Ciências Humanas e Sociais, o ICHS, onde passamos - eu e meus jovens novos amigos - o primeiro período.
As distâncias na Rural são assim mesmo, enormes, convidando a longas caminhadas por um dos campus mais bonitos do país. Com esse verão alucinante, no entanto, o prazer de desfrutar o lugar vem sucumbindo rapidamente.
Por algum motivo, até agora inexplicável, em todo o caminho que leva do ponto de ônibus situado na antiga Rio-São Paulo, exatamente em frente ao ICHS, ao PAT não há uma árvore sequer. Nem mesmo um arbusto. É inacreditável que alguém tenha projetado um prédio moderno e bem-equipado, como é o Pavilhão, e esquecido que ele foi plantado no meio do nada, exposto tanto ao sol inclemente quanto às chuvas e ventos.
Como venho usando meu carro mais do que o bom-senso e meu 'bolso' recomendariam, não sofro tanto com o calor. Nas idas e vindas, quase sempre percorro os caminhos entre o PAT, os demais pavilhões e o ponto de ônibus com o carro lotado. socializando o ar-condicionado, quando consegue superar a temperatura ambiente. O enorme estacionamento do PAT também não tem sombra.
Na nossa festa de 'amigo oculto', quinta-feira passada, todas as barras de chocolate sucumbiram. E o verão está só começando.
As distâncias na Rural são assim mesmo, enormes, convidando a longas caminhadas por um dos campus mais bonitos do país. Com esse verão alucinante, no entanto, o prazer de desfrutar o lugar vem sucumbindo rapidamente.
Por algum motivo, até agora inexplicável, em todo o caminho que leva do ponto de ônibus situado na antiga Rio-São Paulo, exatamente em frente ao ICHS, ao PAT não há uma árvore sequer. Nem mesmo um arbusto. É inacreditável que alguém tenha projetado um prédio moderno e bem-equipado, como é o Pavilhão, e esquecido que ele foi plantado no meio do nada, exposto tanto ao sol inclemente quanto às chuvas e ventos.
Como venho usando meu carro mais do que o bom-senso e meu 'bolso' recomendariam, não sofro tanto com o calor. Nas idas e vindas, quase sempre percorro os caminhos entre o PAT, os demais pavilhões e o ponto de ônibus com o carro lotado. socializando o ar-condicionado, quando consegue superar a temperatura ambiente. O enorme estacionamento do PAT também não tem sombra.
Na nossa festa de 'amigo oculto', quinta-feira passada, todas as barras de chocolate sucumbiram. E o verão está só começando.
quinta-feira, 9 de janeiro de 2014
Doce amizade
A turma (quase) toda
Foi por acaso. Essa volta aos textos sobre o dia a dia no curso de História da UFRRJ, a nossa Rural, não estava programada. Mas não poderia passar de hoje, dia da nossa festa de 'Amigo oculto', adiada de dezembro. O lugar escolhido para a reunião não poderia ser melhor: o belo Jardim Botânico dessa universidade realmente muito especial.
Com Carolina, minha amiga 'oculta'
Caio e Camila
Eduardo e Camila
Tainara e Cássia (Bárbara ao fundo)
Tainara e Thaís
Thaís e Sérgio
Bárbara e Leonardo
Mariana e Bárbara
Welton e Lucas
Leonardo e Welton
Nayana e Jéssica
Jonhatan e Felipe
Montamos a mesa de 'guloseimas' (cada aluno foi incumbido de levar algum 'petisco') na beira de um lago, sob uma sapindus saponaria I., a popular 'saboneteira', árvore da família sapindaceae (é evidente que tudo isso estava na plaquinha explicativa), e aproveitamos a beleza do lugar. Caio, Jonhatan e Gabriel Lutz foram além e deram um mergulho.
O chocolate ficou para a amanhã: recebi um abraço de outra Carolina, a Ana
Bárbara e Eduardo
Gabriel Lutz e Jonhatan
Camila e Gabriel Folena
Solange e Bruno
Edcarlos e Solange
Jefferson e Camila
Jéssica e Caio
Um 'amigo oculto' de chocolates, prejudicado pela inclemência desse calor alucinante que vem nos sufocando. As barras de Diamante Negro e semelhantes sucumbiram, transformando-se em caldas. Nada, entretanto, que atrapalhasse o espírito da confraternização.
Nayana, Jéssica, Tainara, Cássia, Bárbara e Camila
Na sombra e em volta da mesa
Solange, Thaís, Gabriel Folena e Bárbara
Aproveitando a beleza do lugar
Nayana e Tainara
Em volta dos 'acepipes'
Eduardo e Caio, sob a 'saboneteira'
Ficou na ameaça: Caio e Sérgio refugaram e Ana Carolina escapou do banho
De olho na mesa
Precavido, e aproveitando o fato de estar me dando ao luxo de ir de carro para a Universidade (acho que, a exemplo do que ocorreu com as barras de chocolates, eu não resistiria intacto a seis ônibus ...), acondicionei meu presente em um isopor e levei outro, de reserva, sobreviventes da última incursão que fiz ao Jalapão. O espaço de sobra foi logo tomado por uma boa dúzia de barras, que recuperaram, pelo menos provisoriamente, alguma consistência.
A jaqueira, carregada
O lago do Jardim Botânico e seu entorno: só na Rural
Programada para ser realizada no fim do dia, nossa festa começou mais cedo, bem mais cedo. Como vem acontecendo recorrentemente, não tivemos a aula programada, de Medieval II. Um problema que nem todo o chocolate que rolou nesse congraçamento vai conseguir adoçar.
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