Foi um dia de agradáveis e calorosos reencontros. Quase todos os componentes iniciais da turma 31 do Curso de História estavam na nova sala de aula que passamos a usar, no moderno Pavilhão de Aulas Teóricas, o PAT. Também foi um dia para reencontro com o bandejão, lotado, com uma fila que consumia algo em torno de 25 minutos, a partir do meio-dia.
Por questões internas, saímos do agradável conjunto de prédios dos Institutos de Educação e de História e Ciências Sociais. Nossa antiga sala, a 18 (reformada no período de férias), está sendo ocupada pelos jovens que acabaram de chegar à Universidade Rural. Todos com quem falei sobre o tema - nosso exílio no PAT -, foram unânimes em afirmar que preferiam a o ambiente antigo, que tem claramente o perfil do nosso campus.
É evidente que a estrutura do PAT é melhor. Tudo funciona a contento, o mobiliário é novo. Mas conforto e tecnologia não são os únicos atributos que a maior parcela da turma cultua.
Em termos práticos, hove outro reencontro, com a única das professoras do primeiro período, Renata Sancovsky, agora responsável pelas aulas de História Antiga II (era de Medieval). E como no período anterior - foram 28!!! - , há uma promessa de muitos textos pela frente.
Já ia encerrar esse texto sem falar no cardápio do nosso restaurante universitário: para quem, como eu, tem aversão a aves, foi 'duro', literal e retoricamente, encarar as almôndegas.
terça-feira, 29 de outubro de 2013
sábado, 26 de outubro de 2013
Às vésperas do recomeço
Eu já estava pronto para voltar às aulas, de fato, após 'todo' esse tempo de férias. O período letivo, teoricamente, começou segunda-feira passada. Mas a semana foi dedicada à integração dos novos alunos, uma tradição na Rural. A garotada foi apresentada aos jardins, lagos e caminhos da Universidade, certamente a que tem o campus mais bonito do país. Cheguei a me preparar para curtir também esses dias, mas fui 'obrigado' a aproveitá-los em compromissos profissionais inadiáveis.
A expectativa desse novo recomeço - cada período letivo representa um desafio para mim - me fez esquecer, até, que segunda-feira que vem é o Dia do Funcionário Público (lembrado por Jéssica) e que, portanto, não haverá atividades na Universidade. O reencontro com a turma 31 ficou para terça-feira, dia da semana que já está 'consagrado' às aulas de História Antiga II, com a excelente Renata Sancovsky, mestra e doutora também em Medieval (foi nossa professora dessa disciplina no período passado).
Nesse intervalo entre os períodos letivos, a turma manteve o contato, mesmo de forma indireta, através da rede social. Afinal, também temos um grupo 'fechado', que reúne alunos da turma e alguns 'agregados', jovens que conquistaram um lugar entre nós.
Será um enorme prazer rever Ana Carolina, as Bárbaras, as Camilas, Carolina, Jéssica, Júlia, Lauane, Mariana, Tainara, Thaís, Solange, Bruno, Caio, Edcarlos, Eduardo, Fábio, Felipe, os dois 'Gabriéis', Gustavo, Hugo, Jéfferson, Jonathan, Leonardo, Lucas, Welton, Sérgio ...
PS: Fui escrevendo os nomes, de memória. Se fosse um 'teste', vocês passariam com louvor.
A expectativa desse novo recomeço - cada período letivo representa um desafio para mim - me fez esquecer, até, que segunda-feira que vem é o Dia do Funcionário Público (lembrado por Jéssica) e que, portanto, não haverá atividades na Universidade. O reencontro com a turma 31 ficou para terça-feira, dia da semana que já está 'consagrado' às aulas de História Antiga II, com a excelente Renata Sancovsky, mestra e doutora também em Medieval (foi nossa professora dessa disciplina no período passado).
Nesse intervalo entre os períodos letivos, a turma manteve o contato, mesmo de forma indireta, através da rede social. Afinal, também temos um grupo 'fechado', que reúne alunos da turma e alguns 'agregados', jovens que conquistaram um lugar entre nós.
Será um enorme prazer rever Ana Carolina, as Bárbaras, as Camilas, Carolina, Jéssica, Júlia, Lauane, Mariana, Tainara, Thaís, Solange, Bruno, Caio, Edcarlos, Eduardo, Fábio, Felipe, os dois 'Gabriéis', Gustavo, Hugo, Jéfferson, Jonathan, Leonardo, Lucas, Welton, Sérgio ...
PS: Fui escrevendo os nomes, de memória. Se fosse um 'teste', vocês passariam com louvor.
quarta-feira, 2 de outubro de 2013
Na prática, a teoria é outra
Definitivamente, eu e as normas de Prática de Produção de Textos Científicos não nos demos muito bem, embora tenhamos convivido com relativa dignidade ao longo do período passado. Eu até sei que essa disciplina é importante no processo, mas briguei até o fim com os cabeçalhos padronizados, com as margens e espaçamentos obrigatórios, com a formalidade da apresentação do pensamento.
A culpa foi sempre minha, não tenho dúvidas. Depois de 40 anos tentando explorar as possibilidades de um texto mais livre, menos 'elaborado', aberto às ideias que surgem naturalmente, no processo de criação - mesmo que fosse na 'criação' de uma notinha de colunão -, fui encurralado pela forma.
O resultado foi a nota menos expressiva do período letivo, um 8,8 que me colocou no devido e merecido lugar de aprendiz, não mais de dono da palavra final, como estava habituado ao longo da maior parte da minha vida em redações.
Uma nota que me fez lembrar um episódio bem mais antigo, mas semelhante em oportunidade, que está reproduzido no Nariz de cera, meu livro de memórias e histórias. Eu estava em o Globo, no fim da metade dos anos 1970, e havia sido promovido a repórter especial, um dos dois primeiros da história da Geral do jornal (o outro foi Marcelo Pontes, um dileto amigo que me deu o prazer, anos mais tarde, de ter sido meu editor-chefe no Jornal do Brasil, nos anos 1990).
Com a 'prepotência' que costuma acometer a juventude, achava que tudo sabia. Certo dia, pouco antes de meu horário de trabalho terminar, foi convocado para cobrir a morte de uma jovem, encontrada nas pedras da Avenida Niemeyer. Tudo indicava suicídio. Ponderei com o chefe de então que não tinha sentido me mandar - um repórter 'especial' - para esse incidente. Além do mais, nós não publicávamos suicídios.
Fui 'convencido' a correr, sim, pois as circunstâncias - alegava meu superior - também apontavam para outras possibilidades. Fui, contrariado. O desdobramento do caso mostrou que eu estava errado, que não sabia de tudo, como imaginava. A jovem, Cláudia Lessin Rodrigues (não esqueci jamais o nome), havia sido morta por dois homens - um jovem de classe alta e um cabeleireiro famoso.
O crime, estúpido, mobilizou a cidade e ocupou as manchetes por meses seguidos, batizado de o 'Caso Cláudia'.
A culpa foi sempre minha, não tenho dúvidas. Depois de 40 anos tentando explorar as possibilidades de um texto mais livre, menos 'elaborado', aberto às ideias que surgem naturalmente, no processo de criação - mesmo que fosse na 'criação' de uma notinha de colunão -, fui encurralado pela forma.
O resultado foi a nota menos expressiva do período letivo, um 8,8 que me colocou no devido e merecido lugar de aprendiz, não mais de dono da palavra final, como estava habituado ao longo da maior parte da minha vida em redações.
Uma nota que me fez lembrar um episódio bem mais antigo, mas semelhante em oportunidade, que está reproduzido no Nariz de cera, meu livro de memórias e histórias. Eu estava em o Globo, no fim da metade dos anos 1970, e havia sido promovido a repórter especial, um dos dois primeiros da história da Geral do jornal (o outro foi Marcelo Pontes, um dileto amigo que me deu o prazer, anos mais tarde, de ter sido meu editor-chefe no Jornal do Brasil, nos anos 1990).
Com a 'prepotência' que costuma acometer a juventude, achava que tudo sabia. Certo dia, pouco antes de meu horário de trabalho terminar, foi convocado para cobrir a morte de uma jovem, encontrada nas pedras da Avenida Niemeyer. Tudo indicava suicídio. Ponderei com o chefe de então que não tinha sentido me mandar - um repórter 'especial' - para esse incidente. Além do mais, nós não publicávamos suicídios.
Fui 'convencido' a correr, sim, pois as circunstâncias - alegava meu superior - também apontavam para outras possibilidades. Fui, contrariado. O desdobramento do caso mostrou que eu estava errado, que não sabia de tudo, como imaginava. A jovem, Cláudia Lessin Rodrigues (não esqueci jamais o nome), havia sido morta por dois homens - um jovem de classe alta e um cabeleireiro famoso.
O crime, estúpido, mobilizou a cidade e ocupou as manchetes por meses seguidos, batizado de o 'Caso Cláudia'.
Assinar:
Postagens (Atom)