sábado, 28 de setembro de 2013

Só dia 21 ...

     Confesso a vocês, mais uma vez, que estou contando os dias para a volta às aulas. Férias são naturalmente bem-vindas, em quase todas as situações. Houve época em que mal conseguia chegar aos trinta dias de folga, de alívio das pressões do dia a dia nas redações. Voltando ainda mais no tempo, lembro que comemorava bastante os intervalos na faina dos bancos escolares.
     Moleque, sonhava com os dias inteiros dedicados à peladas matinais e pipas vespertinas nas ruas ainda sem asfalto do saboroso subúrbio de Marechal Hermes. Adulto, valorizava a oportunidade de sair por aí, conhecendo o que podia do país, crianças reclamando das horas de estrada, no banco traseiro dos Chevettes e Monzas da vida.
     Nessa nova fase, nesse que eu chamo de 'desafio intelectual' a que me dedico, no curso de História da UFRRJ, as férias - confesso - estão no fim da minha lista de prioridades. Não vou negar que até aproveito as folgas nas obrigações diárias de ler uma penca de textos e nos apertos em ônibus no percurso entre a Pedra, onde me refugio, e o campus universitário mais bonito do país, às margens da antiga Rio-São Paulo, no distante município Seropédica.
     O prazer do debate, da troca de ideias e do convívio com gerações tão distintas - de alunos e professores - vem superando, com folgas, eventuais e compreensíveis desgastes. O primeiro período letivo - atípico, em função de greves - passou muito rapidamente.
     O segundo ainda vai demorar um pouco, começa dia 21 de outubro. A expectativa de todos é muito grande. Essa sensação é bem forte e fica clara, para mim, ao acompanhar a movimentação virtual do grupo, na comunidade de alunos da qual faço parte prazerosamente.
     Já estou imaginando a festa do reencontro.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Férias, de fato e de direito

Cercado por alguns alunos (Welton, Fábio, Bárbara, as duas Camilas, Eduardo e Mariana), Lobianco faz as correções da prova optativa, na sala renovada
 
     Agora, sim. Férias, de fato e de direito. O último encontro do período foi com Luís Lobianco, de História Antiga.  Não poderia ter terminado de outra forma!  Atrasos fora, houve tempo de fazer uma prova optativa (para fugir da dependência e/ou aumentar o conceito final) e rediscutir notas anteriores. Todos os 16 alunos que se dispuseram a esperar por ele, Lobianco, saíram satisfeitos, embora muito depois da hora imaginada.
     E só não demorou mais porque fomos literalmente 'expulsos' da sala pela turma da noite, também envolvida em uma prova final. Cansados de esperar, alunos e a professora abriram a porta e foram entrando. Os últimos ajustes foram feitos no corredor, mesmo, em torno das cadeiras empilhadas das demais salas, que - depois da nossa, a 18 - estão passando por uma ampla e necessária reforma.

Bárbara, Carolina e Eduardo: um 'trio trinta'

     O próximo período só começará dia 21 de outubro. Até lá, teremos que organizar a nova grade e definir nossas disciplinas optativas. Já me decidi por passar mais um período com Lobianco. Acredito que muitos vão fazer a mesma opção. O único inconveniente é o horário: das 18 às 20 horas, duas vezes por semana, após as aulas 'normais'. Fica a certeza de muitas emoções e viagens pelo Egito faraônico.

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

Relaxei. Já estamos de férias!

     Acordei um pouco mais tarde do que tem sido normal, assustado, já pensando na correria para pegar os três ônibus - é isso mesmo, três ônibus!!! - que me levam quase diariamente da Pedra ao campus da UFRRJ, lá no quilômetro  47 da antiga Rio-São Paulo, em Seropédica. Eventualmente - confesso - me dou o direito de ir de carro. Mas o prazer tem sido tão grande que venho abrindo mão até mesmo desse conforto relativamente oneroso, trocado pelo passe livre nos ônibus, nas idas e vindas.
     "Logo hoje", pensei, "dia de Teoria e de Fábio Lopes, que não se atrasa". Antes mesmo de levantar, no entanto, já havia me dado conta de que não haveria aula, que estávamos de férias, eu e meus jovens companheiros da turma 31  do Curso de História.
     De fato, já estamos de férias, sim, embora Luís Eduardo Lobianco (História Antiga) tenha marcado uma aula final sobre Grécia, aproveitando o dia que vai dedicar à sua prova optativa, sexta-feira. Foi um período intenso, de encontros e - no meu caso - reencontros.
     A maior evidência de que praticamente não houve desencontros está estampada no resultado: todos superaram os desafios, algo raro, especialmente em grupos relativamente grandes, como o nosso. É verdade que, no caminho, surgiram alguns sustos. O alívio completo, por exemplo, só surgiu após a divulgação das notas de História Medieval.
     Particularmente, tem sido uma experiência absolutamente gratificante, não apenas - e já seria suficiente - pelo que eu classifiquei, desde o início, de um renovado 'desafio intelectual', mas pela oportunidade de conviver com outras gerações, de alunos e professores, em um ambiente tão especial como é o nosso campus. Convivência que, nesse caso, é sinônimo de aprendizado, de troca.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

Corações mais leves

     A sexta-feira 13 foi especial para a turma 31 do Curso de História da UFRRJ. Todos - exatamente, todos! - foram aprovados nas duas disciplinas que mais provocavam preocupação, pela intensidade dos textos e dos professores: Medieval, com Renata Sancovsky, uma das referências da Rural; e Teoria e Metodologia da História, com Fábio Lopes, uma das outras, certamente.
     Para completar o dia, praticamente o último desse período letivo, a prova final de História Antiga, com o efervescente Luís Eduardo Lobianco, foi bem resolvida por todos, graças à ajuda muito bem-vinda de dois dos ótimos alunos - Eduardo Douglas e Bárbara Lima -, que doaram uma boa parte de seus conhecimentos para a turma toda, numa espécie de aula extra antes do início da 'provação'.
     Para quem não ainda estava inteiramente seguro sobre alguns pontos das histórias de Israel e Egito, como eu, foi perfeito. Não por acaso, dois dos pontos mais bem ressaltados por Bárbara e Eduardo caíram na prova: o 'pacto abraânico', que definiu a aliança entre Deus e o povo hebreu; e a teofania, a representação do Senhor através dos fenômenos da natureza, como a 'nuvem espessa que cobriu o monte Sinai e o templo de Salomão'.
     Ficou bem mais fácil, também, identificar os deuses que participavam de uma cena de psicostasia (cerimônia de pesagem do coração - o ib - de um morto) e entender o que cada um fazia, naquele momento.
     'Ao fim e ao cabo', como diria Fábio Lopes, a turma escapou da voracidade dos nossos 'Ammits', os temíveis (professores ...)  devoradores de notas e de férias.

domingo, 8 de setembro de 2013

Está chegando a hora ...

     Vândalos? Só se fossem os originais, e na véspera de alguma prova de Medieval. O fim de semana foi dedicado a um pacotaço de textos para a prova de Teoria e Metodologia da História, marcada para amanhã. A penúltima desse período. Ficarão faltando, 'apenas', a prova de Antiga (Mesopotâmia pré-sargônica, Israel, Egito e Grécia ...) e a entrega de um trabalho de grupo sobre Cleópatra, a última rainha do Egito, marcadas para sexta-feira.
     Mal tive tempo de ver o Vasco deixar de vencer sua última partida do primeiro turno do Campeonato Brasileiro, contra o Atlético Paranaense. Foram dois dias imersos no Historicismo, Positivismo e Escolas Metódica e dos Annales. É o que é mais interessante: gostei de cada momento, o que me anima para enfrentar o próximo período letivo, se tudo der certo, é claro.
     E esse 'tudo der certo' quer dizer, exatamente o seguinte: passar batido, sem necessitar recorrer a optativas ou - o que seria mais grave - ficar com alguma dependência. Assim como a maioria absoluta da turma, acredito em um rendimento ao menos razoável. E, desde já, fica o compromisso: vou 'prestar conta', aqui.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

E o primeiro período se foi (ou quase) ...

À espera do início das aulas, em frente à sala 18, que está sendo reformada

     De um momento para outro, me dei conta de que o período letivo está acabando. Mais dez dias de aulas e entraremos - eu e os demais componentes da turma 31 - na semana de optativas, uma espécie de eufemismo para 'recuperação', a antiquíssima 'segunda época'.
     Pelo que se pôde depreender até agora, as férias começarão bem cedo para todos. Duas das seis disciplinas (das quais cinco exigem aferição) já estão definidas: Sociologia e Prática de Produção de Textos Científicos. Em Medieval, falta apenas a apresentação do seminário de um ou dois grupos, o que deve acontecer na próxima quarta-feira.
     Segunda-feira haverá a última prova de Teoria e Metodologia da História, valendo 6 pontos. Os demais quatro pontos já foram conferidos, equivalem ao desempenho durante as aulas e devem ser suficientes para definir a média necessária de todos.
     A grande incógnita continua sendo História Antiga, que será definida, não por acaso, como brincou nosso professor, na próxima sexta-feira, dia 13. Quantos passarão pelo julgamento final e se livrarão de Ammit, a 'grande devoradora de corações', sempre lembrada por Luís Lobianco, nos seus e-mails?
A expectativa é que todos nós sobrevivamos ao julgamento final, sem necessidade de contratar escribas especiais para nos defender e abrir os caminhos do próximo período letivo, que vai começar no dia 21 de outubro.
     Particularmente, torço para que continuemos nas instalações do Instituto de Ciências Humanas e Sociais, de preferência na mesma sala 18, que começou a passar por algumas reformas ontem e que devem avançar pela troca de duas janelas e acabar com as infiltrações que vêm corroendo teto e paredes.

     PS: A princípio, se tudo se mantiver no ritmo atual, o 'bolão' criado por minhas filhas não terá vencedores. As apostas sobre meu tempo de duração no curso variavam de  meros sete dias a três meses.