sexta-feira, 19 de julho de 2013

Da França à Mesopotâmia, sem escala

     Luís Lobianco, noso professor de História Antiga, é um personagem que se mostra inesgotável. Se eu fosse obrigado a caracterizá-lo em uma palavra, apenas, diria que ele é 'efervescente', com uma capacidade inesgotável de falar, de ir e vir no tempo, de saltar do Egito faraônico para as manifestações de rua que vêm marcando o Brasil nos últimos dias. Não há tema proibido.
     Hoje, por exemplo, deu uma aula sobre Edith Piaf, a cantora francesa morta precocemente, aos 48 anos, em 1963. Para ser mais exato, Lobianco mergulhou no filme Piaf, sobre a vida da cantora, que ele vai apresentar e debater brevemente aqui na Universidade, num projeto paralelo. "Todo mundo pensou que eu iria falar sobre filmes sobre o Egito", brincou.
     De um momento para outro, no entanto, pulou com absoluta destreza do cinema para o processo que resultou nas transformações do homem, quando da passagem do que chamamos de pré-história para a história e do surgimento das primeiras cidades-estado na Mesopotâmia.
     Tudo isso, depois de ter reproduzido, com 'cores', o drama em que se tornou sua vinda de casa para o campus, ao longo de três gigantescos engarrafamentos. Os alunos mais antigos são unânimes em recomendar que aproveitemos ao máximo essa chance de tê-lo como professor.

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