terça-feira, 18 de junho de 2013

Matando aula ...

     Depois de passar quase cinco horas em ônibus, era previsível: uma enxaqueca como há muito tempo eu não sentia e enjoos, provocados por uma labirintite que me acompanha há muio tempo e não resiste às sacolejadas, curvas, paradas bruscas e cheiro de óleo diesel queimado. Tudo isso temperado por 90 minutos ouvindo compulsoriamente uma conversa inacreditavelmente estúpida entre um casal de 'colegas' da Rural.
     Em determinados momentos, na interminável viagem de volta, cheguei a pensar em saltar no meio do caminho, ficar por ali mesmo. Resultado: 'matei aula' hoje. Seria impossível repetir a dose. Os assaltantes que levaram nosso carro, há 20 dias, roubaram também parte do meu prazer de ir à Universidade.
     A antiga Rio-São Paulo, caminho natural para a UFRRJ, está impraticável, principalmente no famoso quilômetro 32, ali nas imediações da CEDAE, perto do Rio Guandu que nos abastece.
     Aquele trecho é algo inadmissível. Não há sinalização, calçadas, meio-fio, policiamento, ordem. Caminhões, carretas enormes, ônibus, carros de passeio, bicicletas, carroças e gente disputam o mesmo espaço, cortado por uma sequência de quebra-molas e buracos 'naturais'. É o caos absoluto.
     De carro, ainda há a opção de usar a RJ 099, por Itaguaí. É mais distante e o percurso fica mais longo, é verdade, mas, ao menos, ainda não há o asfixiante engarrafamento diário e a qualquer hora registrado na Rio-São Paulo. Resta torcer para que o seguro, afinal, libere a indenização, ainda retida em virtude de entraves burocráticos referentes à documentação.

Um comentário:

  1. Marco,não sabia do incidente sobre o carro. Sinto muito! É a primeira vez que acesso o seu segundo blog, ou melhor, um blog novo,diferente,um blog que fala de um estudante e não só jornalista,meu colega. Parabéns por mais uma etapa. Fico contente que a galera lhe adotou. Também não poderia ser diferente,não? Sucessos. beijos e abraços, Pat

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