segunda-feira, 10 de junho de 2013

Começando, para todos os efeitos

    Como o equipamento não estava disponível, o jeito foi apelar para os velhos quadro e giz

      A nova fase dessa já minha longa vida começou, de fato e de direito. Foram quase quatro horas sobre o que nos espera num futuro imediato, em Teoria e Metodologia da História, disciplina a cargo do jovem e articulado professor Fábio Lopes, também ele doutor, como os demais componentes do corpo docente do curso. Isso, depois de eu ter participado de uma reunião de trabalho, pela manhã, na Ilha do Fundão, sobre o livro que eu e Antoninho de Paula, um velho amigo, contemporâneo do antigo JB  e sócio em uma empresa de comunicação estamos fazendo sobre os 80 anos da na Escola de Química da UFRJ.
     
Na sala de aula, com um grupo de jovens 'colegas'

     Um reencontro estimulante com teses, disciplina, organização. Naturalmente incisivo, fiz um enorme esforço para não protagonizar, discutir, embora estimulado - como todos! - a participar. Houve um momento, entretanto, em que não resisti. Foi assim.
     Para ilustrar determinado conceito sobre exemplos de interpretações erradas ou simplórias de fatos, características de momentos históricos, o jovem professor lembrou que há 40 anos, quando queria assustar uma criança, sua avó acenava com o perigo dos comunistas, que "comiam criancinhas". Certamente, foi uma alegoria. Usou uma imagem acessível, com um acento jocoso, para provocar uma reação descontraída, risos.
     É verdade que sorri, mas por não me conter e emendar com uma provocação. Perguntei se sua avó - dele, professor - já conhecia, à época, os fatos relativos ao genocídio comandado por Stalin, o que 'justificaria' a advertência que fazia aos netos. Afinal, os 'comunistas' da fase stalinista não comeram literalmente, mas mataram milhões de ucranianos e  mesmo russos, no processo de equilibrar o império que surgiu a partir de 1917 e caiu juntamente com o Muro de Berlim.
     No fim do dia, uma longa e alegre fila na sala de xerox para retirar o texto que será debatido na próxima aula. Foi como se voltasse no tempo.

Parte da 'minha turma', no pátio interno do Instituto, aguardando a aula

     Antes que eu deixe passar: esse primeiro semestre letivo será ministrado integralmente na sala 18 do Instituto de Ciências Humanas Sociais. Uma sala antiga - especialmente se comparada às do moderno Pavilhão de Aulas Teóricas - e precisando de retoques para controlar as infiltrações que avançam pelo teto e paredes.

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