Minha relação com os cerca de trinta jovens da turma T31 tem tido momentos engraçados. Como em todo grupo, há os introvertidos (poucos) e os absolutamente extrovertidos e irreverentes, no boníssimo sentido da palavra. Nesse início de atividades, o tempo tem sido gastos com a apresentação das propostas pedagógicas de cada professor, seus critérios de avaliação, estímulos ao debate.
Hoje não foi diferente, em especial nos dois tempos dedicados à introdução do que será a disciplina de Prática de Produção de Textos Científicos, o oposto do que venho fazendo há quase quarenta e cinco anos. Notícias, embora fundadas, não são exatamente exemplos de produção científica, embora eventualmente sirvam como fontes para a historiografia.
Estimulada pela proposta de cada um se apresentar e à sua expectativa de vida acadêmica, a garotada brincou, fez piadas, aplaudiu e, literalmente, vaiou jocosamente os colegas que confessaram estar no curso, mas sem muita convicção. Para a maior parte do grupo, fazer História não é apenas uma opção, mas o único objetivo.
Entrando no clima, envolvida pelas brincadeiras, nossa professora, numa gentileza comigo, brincou: "Está vendo onde nos metemos, Marco Antonio?", como se, de fato, pertencêssemos à mesma geração.
Antes, na minha vez de falar, repeti o que venho dizendo aos amigos que me questionam sobre a motivação para voltar à sala de aula. Reafirmei que estou encarando como um desafio intelectual e que espero explorar profundamente essa oportunidade. Cultural e socialmente.
Boa! Nada melhor do que enfrentar novos desafios. É muito bom sentirmos motivados com direito ao frio na barriga nos primeiros dias. Irei fazer o mestrado e estou olhando o que poderia cursar.
ResponderExcluirMuitas felicidades querido!
Manda ver ´´bixo``.
beijos