Os lanchinhos, entre uma aula e outra
Tem sido interessante - muito interessante, na verdade! - observar a capacidade de integração dos meus jovens colegas de classe. Quem entrasse hoje na sala 18 do Instituto de Ciência Humanas e Sociais da UFRRJ, pela primeira vez, apostaria que a garotada do primeiro semestre do Curso de História já se conhece e convive há alguns outonos, e não há apenas dez dias. É impossível não invejar - no ótimo sentido do termo, se é que ele existe - a capacidade de eliminar a dificuldade que nós, adultos, eventualmente demonstramos em nossas relações.
É claro que há os menos extrovertidos e alguns poucos tímidos, mas isso não cria barreiras, ou limitações. A consciência de estar participando de um momento especial na vida de todos quebrou todas as cerimônias. Como quase todos são muito jovens - há um grupo bem grande com inacreditáveis 17 anos -, em determinados momentos o clima me remete às salas de aula do antigo ginásio, no Colégio Pedro II, na já remotíssima década de 1960. Estou tentando aproveitar também essa oportunidade.
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