quinta-feira, 13 de junho de 2013

Em defesa do patrimônio

 
Em grupo, enquanto as portas da sala não são abertas

 Já tinha decidido esquecer esse assunto, mas os atos de vandalismo registrados em São Paulo e no Rio, mascarados como protestos contra o reajuste das tarifas de transporte público, fizeram com que eu repensasse. A baderna nas ruas e praças cariocas e paulistanas ainda pode ser creditada à simples presença de marginais e à deplorável manipulação executada pela militância político-partidária.
     Quebrar vitrines e pichar monumentos históricos faz parte do processo de estupidificação dos componentes dessas gangues e que a Folha gentilmente classificou de 'ativistas'. Como se ativismo e vandalismo fossem sinônimos. Não são.
     Eu estranhei, no primeiro dia efetivo de atividades letivas aqui na UFRRJ, que as salas estivessem fechadas, apesar de o horário das aulas estar bem próximo. Não fazia muito sentido, a princípio. Só quando cheguei mais perto entendi o motivo. Cartazes coladas nas portas alertavam que os alunos só poderiam ficar nas salas quando acompanhados pelos professores, para contornar o 'histórico' de roubos e depredações. Jamais imaginaria que isso fosse possível.

A explicação para as portas fechadas

     Vendo as fotos e lendo os relatos das últimas 'manifestações', fui obrigado a admitir que não há limites nem fronteiras definidas. Um aluno que desrespeita um lugar tão especial quanto uma universidade pública, como a 'Rural', certamente não teria constrangimento algum em atacar um centro de cultura como o do Banco do Brasil, uma das referências da cidade.
     Pelo olhar que venho lançando sobre a 'minha turma', no entanto, posso afiançar que o cartaz da sala 18 poderia ser retirado.

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