Confesso a vocês, mais uma vez, que estou contando os dias para a volta às aulas. Férias são naturalmente bem-vindas, em quase todas as situações. Houve época em que mal conseguia chegar aos trinta dias de folga, de alívio das pressões do dia a dia nas redações. Voltando ainda mais no tempo, lembro que comemorava bastante os intervalos na faina dos bancos escolares.
Moleque, sonhava com os dias inteiros dedicados à peladas matinais e pipas vespertinas nas ruas ainda sem asfalto do saboroso subúrbio de Marechal Hermes. Adulto, valorizava a oportunidade de sair por aí, conhecendo o que podia do país, crianças reclamando das horas de estrada, no banco traseiro dos Chevettes e Monzas da vida.
Nessa nova fase, nesse que eu chamo de 'desafio intelectual' a que me dedico, no curso de História da UFRRJ, as férias - confesso - estão no fim da minha lista de prioridades. Não vou negar que até aproveito as folgas nas obrigações diárias de ler uma penca de textos e nos apertos em ônibus no percurso entre a Pedra, onde me refugio, e o campus universitário mais bonito do país, às margens da antiga Rio-São Paulo, no distante município Seropédica.
O prazer do debate, da troca de ideias e do convívio com gerações tão distintas - de alunos e professores - vem superando, com folgas, eventuais e compreensíveis desgastes. O primeiro período letivo - atípico, em função de greves - passou muito rapidamente.
O segundo ainda vai demorar um pouco, começa dia 21 de outubro. A expectativa de todos é muito grande. Essa sensação é bem forte e fica clara, para mim, ao acompanhar a movimentação virtual do grupo, na comunidade de alunos da qual faço parte prazerosamente.
Já estou imaginando a festa do reencontro.
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