O julgamento de Lobianco
Seu perfil muito particular é capaz de fazer seus ouvintes viajarem por diversos universos. Não tenham dúvida: ele é um espetáculo, em si mesmo. Alguém capaz, por exemplo, de nos surpreender com uma cena inigualável, como a de hoje. Atrasado para o início da aula - por razões absolutamente justas!!! -, ligou para Bárbara, nossa aluna-representante, e pediu que fôssemos para a sala de aula e começássemos a preparar um resumo sobre um dos textos, para debate. Marcou um horário. Não conseguiu cumprir.
De repente, a porta da nossa sala - fechada, para preservar o alívio proporcionado por um aparelho de ar-condicionado - abre-se e surge Lobianco, irresistível, de joelhos, pedindo desculpas por chegar além do horário. Ainda ajoelhado, olha para o quadro de giz e fica emocionado ao ver que um grupo de alunos tinha esboçado seu julgamento, à moda egípcia.
Condenado a não penetrar no mundo de Osíris (na balança, seu coração - o ib - pesara mais do que a pluma de avestruz), levanta e começa no mesmo momento a falar sobre deuses e mitologia.

Nenhum comentário:
Postar um comentário