quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Do medievo à maiêutica


   

Parte do campus, visto de uma janela de uma das salas do PAT. A paisagem ajuda a enfrentar desafios

     A sala 'tremeu'. Nosso professor de Medieval II, após um longo e calorento fim de primavera e início de verão, reapareceu na turma da noite e despejou nos nossos incautos colegas uma série de exigências que deverão ser cumpridas em uma semana, entre elas um alentado trabalho sobre as teses de Jèrome Baschet e Marc Bloch acerca do que ficou caracterizado como a Idade Média prolongada. O reencontro com nossa turma deverá acontecer amanhã, quando são esperadas surpresas semelhantes.
     Nas demais disciplinas vai tudo bem, com uma interrogação: o que acontecerá na prova de Ciências Políticas? Para nosso 'alívio', nosso jovem professor decidiu eliminar Nicolau Maquiavel da cobrança. Vamos ficar limitados aos pré-socráticos (desde Tales de Mileto), aos sofistas, tão combatidos por Sócrates e seu discípulo Platão, a Protágoras e a Aristóteles. Na essência, estaremos discutindo a concepção de política que surgiu na Grécia, cinco séculos antes de Cristo, e que parece tão atual.
     Em Antiga II, demos partida ao ciclo de seminários que comporão a nota final. Nesse período letivo, nossa professora, Renata Sancovsky, a grande unanimidade do Curso de História da UFRRJ, optou por um desafio diferente: a análise de filmes épicos, como 'Ben Hur' , 'O rei dos reis' e 'Jesus de Nazaré', por exemplo, com uma abordagem crítica histórica.
     Os demais desafios também já estão marcados. Uma prova de Teoria da História II, abordando conceitos de Antoine Prost, por exemplo, e um seminário de Filosofia. No nosso (meu e dos demais participantes do meu grupo, Jéssica, Ana Carolina e Nayana) caso, a tarefa é discutir a 'retórica', o que vai nos remeter, em especial, à maiêutica socrática, o parto da verdade no ser humano.
     E eu (ainda) estou adorando ...

Nenhum comentário:

Postar um comentário