quinta-feira, 21 de novembro de 2013

No fim, parece que todos vão se salvar

     No fim, salvamo-nos todos. Pelo menos foi a impressão que ficou do nosso primeiro encontro com o esperado - e eventualmente temido - professor de Medieval II. O tempo pode, até, nos fazer mudar de ideia e concordar com os que traçaram o perfil nada agradável que o precedeu. Hoje, não.
     Na verdade, no lugar de alguém inacessível, arrogante e presunçoso, surgiu um jovem professor que procurou ser agradável o tempo todo. Em alguns momentos, agradável até demais. Mas não vi, nesse fato, algo desabonador. Talvez tenha sido o caminho que ele inteligentemente escolheu para desarmar os espíritos.
     Paciente com a nossa ignorância, tentou semear algumas ideias que certamente vai desenvolver em seguida. Explicou, até mesmo, a grande confusão que se formara quando nos surpreendeu com textos em francês, encarados como obrigatórios e imediatos.
     No melhor dos mundos, isso talvez não fosse considerado algo excepcional. Por aqui, nessas terras macunaímicas, ainda é. Mais hoje do que no século 19, precisamos reconhecer. Ficou tudo esclarecido: os tais textos da discórdia foram oferecidos como complementares, acessórios.
     Já a partir da próxima aula, os atalhos para a compreensão do mundo medieval devem começar a ser trilhados com a tranquilidade de estradas pavimentadas por um bom começo, embora tardio.
     PS: Na segunda-feira, já sanados os entraves burocráticos que atrasaram a contratação de um novo professor, começamos a trilhar os caminhos da Filosofia.

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